A organização não-governamental de defesa dos direitos humanos Anistia Internacional enviou uma carta ao primeiro-ministro do Iraque, Nouri Al-Maliki, pedindo que o governo do país faça mais para proteger os homossexuais iraquianos. O pedido da Anistia, que cobrou uma "ação urgente" das autoridades iraquianas, foi feito em meio a relatos de uma onda de assassinatos de jovens gays do sexo masculino no país.Segundo a entidade, nas últimas semanas, 25 homens, jovens e adultos, foram mortos em Bagdá porque eram, ou aparentavam ser, homossexuais.
Os crimes recentes teriam sido cometidos por milícias xiitas armadas, assim como por membros das tribos e familiares das vítimas, disse a Anistia.
A entidade citou relatos de que três corpos de homens homossexuais teriam sido encontrados no distrito xiita de Cidade Sadr, em Bagdá, na semana passada - dois deles acompanhados de pedaços de papel com a palavra "pervertido".
Na carta, a Anistia também fala de sua preocupação em relação a líderes religiosos que estariam incitando a violência contra membros da comunidade gay iraquiana e policiais de alta patente que, aparentemente, estariam apoiando e até encorajando os ataques contra homossexuais iraquianos.
A organização criticou o governo iraquiano por não condenar os assassinatos e pediu que leve os responsáveis pelos crimes à Justiça e ofereça proteção efetiva aos homossexuais.
Uma brasileira foi impedida de entrar na Grã-Bretanha ao chegar ao aeroporto da cidade de Newcastle com uma mala que continha apenas uma camiseta, uma camisola e várias peças de lingerie. A informação é da agência britânica de imigração.
Ela chegou à cidade de Newcastle em um voo vindo de Genebra, na Suíça, no dia 4 de abril.
Oficiais da imigração britânica suspeitaram que a brasileira de 32 anos, cujo nome não foi divulgado, estaria envolvida com a indústria do sexo. Segundo os funcionários da imigração, ela disse que estava visitando a Grã-Bretanha apenas para "conhecer o centro de Newcastle".
A imigração descobriu que a mulher já tinha sido impedida de entrar na Grã-Bretanha no aeroporto de Belfast, na Irlanda do Norte, em janeiro.
Na ocasião, os agentes da imigração encontraram vários acessórios sexuais e listas de agências e sites de prostituição.
Segundo os agentes da imigração, ela trocou seu passaporte antigo - que tinha o carimbo de rejeição da imigração britânica - por um novo.
"Nós fazemos checagens de rotina para descobrir se as pessoas que querem visitar a Grã-Bretanha já não tentaram entrar no país ilegalmente antes", disse um porta-voz da imigração do país.
"Visitantes à Grã-Bretanha precisam seguir as leis. Os que não seguirem serão impedidos e enviados para casa."
Um engenheiro em informática francês desenvolveu um trabalho artístico usando uma técnica fotográfica que permite captar imagens de 360 por 180 graus de monumentos, ruas ou áreas geográficas e seus arredores e representá-las em imagens planas, semelhantes à planetas.
Alexandre Duret-Lutz, professor da Escola de Engenheiros em Informática (Epita, na sigla em francês) em Paris, disse que usa a técnica conhecida como projeção estereográfica, em que todas as imagens colhidas em um círculo horizontal completo e um semi-círculo vertical em torno e acima do fotógrafo são projetadas em uma tela plana.
Fotógrafo aplicou técnica na região da Torre Eiffel, em Paris
Em entrevista à BBC Brasil, Duret-Lutz afirmou ter iniciado o trabalho há três anos.
O engenheiro em informática já criou centenas de "pequenos planetas" com imagens dos lugares mais variados. Entre eles, a Torre Eiffel, avenidas e jardins em Paris, além de igrejas e praças de pequenas cidades do interior da França.
Vários planetas também foram criados com imagens da natureza, como campos, praias e montanhas.
"Para criar imagens de 360 por 180 graus, é preciso tirar fotos em todas as direções, incluindo o céu e o solo, para poder reconstruir a esfera", afirma.
"Dê uma volta e olhe ao redor. Você pode ver o ambiente em 360 graus horizontalmente. Você também precisa considerar a dimensão vertical. A cobertura de 180 graus vertical é feita a partir do ponto no céu acima de você até o ponto logo abaixo", diz Duret-Lutz.
Duret-Lutz afirma proceder em duas etapas. Primeiro, ele fotografa a vista ao seu redor horizontalmente e em arco vertical.
Depois ele monta, digitalmente, um panorama, distorcendo e juntando as fotos colhidas. Na última fase, ele converte o panorama em "planetas", usando um software especial.
Pelo menos 21 pessoas morreram e outras 20 ficaram feridas em um incêndio em uma hospedaria que abriga pessoas sem-teto no noroeste da Polônia, segundo os bombeiros. O incêndio na hospedaria, localizada na cidade de Kamien Pomorski, a 60 quilômetros ao leste da fronteira com a Alemanha, teve início durante a noite.Muitos dos ferimentos foram causados pelo fato de os moradores do local terem saltado pelas janelas do prédio de três andares durante o incêndio.
De acordo com os bombeiros, pelo menos 77 pessoas estavam na hospedaria, esperando uma moradia que seria providenciada pelas autoridades locais.
Um dos feridos está em estado grave. Muitos, incluindo uma criança, sofreram queimaduras e intoxicação pela fumaça.
"O fogo se espalhou em uma velocidade incrível", disse Daniel Kopalinski, integrante dos serviços de emergência da cidade, ao canal de televisão polonês TVN24. "Os bombeiros tiveram que pegar as crianças que foram jogadas pelas janelas pelos pais", acrescentou.
Um dos sobreviventes contou que os que estavam no prédio decidiram pular pelas janelas porque as escadas dos bombeiros chegavam apenas ao primeiro andar.
"Gritei para minha irmã no segundo andar 'Pule, eu pego você', mas ela não pulou. Então, foi tarde demais", disse Dariusz Janyszko ao canal TVP.
Luto nacional Segundo o correspondente da BBC na Polônia Adam Easton, o presidente Lech Kaczynski anunciou três dias de luto nacional e vai visitar a cidade.
O primeiro-ministro, Donald Tusk, interrompeu sua folga de Páscoa e foi até Kamien Pomorski para verificar pessoalmente os danos e determinar qual ajuda será necessária.
Um porta-voz do governo afirmou que nenhum dos feridos ficaria sem casa.
Autoridades informaram que nem todos os que estavam registrados como moradores do abrigo foram encontrados e, por isso, o número de mortos pode aumentar.
De acordo com Fratczak será difícil identificar muitas das vítimas mais rapidamente, pois os corpos estão muito queimados.
A Tailândia enfrenta uma grave crise política desde que o premiê Thaksin Shinawatra foi retirado do poder por um golpe militar, em setembro de 2006. Desde então, partidários e opositores do ex-premiê vêm travando uma batalha política sobre quem deve liderar o país.
Em dezembro de 2008, o líder do Partido Democrata, Abhisit Vejjajiva, foi eleito primeiro-ministro, mas sua eleição não pôs fim à crise, como muitos esperavam.
Confira abaixo algumas perguntas e respostas sobre a crise na Tailândia.
Quem são os manifestantes pró-Thaksin? Thaksin continua sendo apoiado por tailandeses mais pobres das zonas rurais, que se beneficiaram com políticas populistas implementadas durante os cinco anos do seu governo.
O principal movimento pró-Thaksin é a Frente Unida por Democracia contra Ditadura (UDD, na sigla em ingês). Seus manifestantes costumam usar camisetas vermelhas.
A UDD afirma que o premiê Abhisit Vejjajiva chegou ao poder de forma ilegal, e o acusa de ser comandado pelos militares tailandeses. A frente pede a renúncia de Abhisit e a convocação de novas eleições.
Desde março, manifestantes pró-Thaksin têm feito protestos em frente a prédios do governo, inclusive impedindo algumas reuniões de ministros.
No dia 11 de abril, eles forçaram o cancelamento de uma reunião da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), invadindo um centro de conferências no resort de Pattaya, no litoral tailandês. No dia seguinte, invadiram o prédio do Ministério do Interior e bloquearam estradas em Bangcoc. Abhisit declarou estado de emergência.
As táticas do grupo pró-Thaksin são semelhantes às usadas por manifestantes anti-Thaksin no ano passado, que acabaram provocando a saída do primeiro-ministro na época.
Quem são os manifestantes anti-Thaksin? Os opositores a Thaksin formam a Aliança do Povo pela Democracia (PAD, na sigla em inglês) e usam camisetas amarelas, em homenagem à monarquia tailandesa.
Uma das acusações dos manifestantes é a de que Thaksin não é leal ao rei tailandês.
O PAD é formado por partidários da monarquia, empresários e pessoas da classe média urbana. O movimento é liderado pelo empresário do setor de comunicação Sondhi Limthongkul e pelo ex-general Chamlong Srimuang, que é aliado próximo do general Prem Tinsulanonda, assessor especial do rei tailandês.
O PAD acusa Thaksin de ter incorrido em corrupção e nepotismo durante seu governo. As manifestações do movimento foram centrais à época do golpe militar que retirou Thaksin do poder em 2006.
Em 2008, os manifestantes do PAD protestaram contra o Partido do Poder do Povo (PPP), visto como uma continuação do partido de Thaksin, que havia sido banido.
Durante os protestos, o palácio do governo foi tomado por três meses. O principal aeroporto de Bangcoc ficou paralisado por uma semana, afetando fortemente a indústria do turismo.
Os manifestantes anti-Thaksin lideraram movimentos considerados centrais na derrubada de dois primeiros-ministros: Samak Sundaravej e Somchai Wongsawat, que é cunhado de Thaksin.
Como Abhisit chegou ao poder? Em meio aos protestos de dezembro de 2008, a Corte Constitucional da Tailândia condenou o partido PPP, dos aliados de Thaksin, por fraude eleitoral. Os líderes do partido foram banidos da vida política do país por cinco anos.
A condenação levou a um novo impasse entre as forças políticas tailandesas. No entanto, um pequeno grupo de parlamentares pró-Thaksin mudou de lado e passou a apoiar o Partido Democrata.
Isso fez com que o líder do Partido Democrata, Abhisit Vejjajiva, formasse um novo governo e se tornasse primeiro-ministro, sem a convocação de eleições gerais.
O Partido Democrata não é aliado oficialmente a qualquer dos grupos de manifestantes, mas, no passado, alguns integrantes do movimento anti-Thaksin PAD fizeram parte do partido.
Onde está Thaksin agora? Thaksin se diz "um cidadão do mundo", e viaja bastante para Dubai, China, Grã-Bretanha e Hong Kong.
Se voltar à Tailândia, ele será preso. Ele foi condenado a dois anos de prisão por corrupção.
Seu projeto de longo prazo não está claro. Ele já disse que não pretende voltar à política, mas também afirmou que tem um papel em liderar a Tailândia durante a crise econômica mundial. Thaksin tem conversado com seus partidários na Tailândia através de vídeo-conferências.
O presidente da Bolívia, Evo Morales, cancelou sua ida à Cúpula das Américas, em Trinidad e Tobago, e a um encontro da Alternativa Bolivariana para as Américas (Alba), em função da sua greve de fome, que entra no seu quinto dia nesta segunda-feira.
Morales entrou em greve de fome na quinta-feira da semana passada em protesto contra a decisão da oposição boliviana no Congresso de não sancionar uma nova lei eleitoral, que prevê a realização de eleições antecipadas para presidente, vice-presidente e legisladores no dia 6 de dezembro.
Morales foi entrevistado na rádio estatal boliviana no domingo por telefone pelo presidente venezuelano, Hugo Chávez.
"Primeiro é a Bolívia. Eu tinha um compromisso com você e com muitos presidentes da Alba no dia 16. Depois, na Cúpula das Américas, mas decidi não viajar", disse Morales à Chávez.
A Cúpula das Américas, que acontece entre sexta-feira e domingo, reunirá representantes de 34 governos do continente americano, entre eles os presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e dos Estados Unidos, Barack Obama.
Avanço
No domingo, a Corte Nacional Eleitoral (CNE) anunciou ao Congresso da Bolívia que está disposto a implementar um novo sistema biométrico de registro eleitoral.
A medida foi vista como um avanço nas negociações entre a oposição e o governo para resolver o impasse sobre a lei eleitoral.
O novo sistema biométrico de registro eleitoral era a principal exigência da oposição boliviana para aprovar a convocação de eleições gerais em dezembro.
"O principal tema de debate e confrontação está resolvido", disse Álvaro García Linera, que é presidente do Congresso e vice-presidente do governo de Morales.
Antes do anúncio de domingo, o principal negociador político da oposição, Luis Vasquez, havia dito à BBC que se o novo sistema de registro fosse aprovado, o partido político de oposição Podemos voltaria a discutir a lei no Congresso.
A oposição abandonou as negociações sobre a nova lei eleitoral na quinta-feira, depois que a bancada governista no Congresso conseguiu aprovar em primeiro turno a lei eleitoral. A oposição reclama que o projeto de lei foi modificado sem negociação.
Sem a presença dos parlamentares opositores no Congresso, não há quorum para aprovação do projeto de lei no segundo turno.
Morales e outros 14 líderes sindicalistas começaram a greve de fome na quinta-feira. Desde quinta-feira, Morales mastiga folhas de coca, bebe mate e ingere apenas alguns doces.
Fidel Castro
O jornal estatal cubano Granmapublicou neste final de semana um artigo no qual o ex-presidente cubano Fidel Castro relata uma conversa que teve por telefone com Morales.
"Tive o prazer de escutar sua voz serena, mas firme, confiando na justiça da sua causa", escreveu Fidel.
"Expressei nossa alegria por seu bom estado de saúde. Felicitei-o por sua firmeza e por suas palavras serenas e eloquentes, que não insultam e nem ferem ninguém. Contei a ele sobre a visita de Chávez [a Cuba] e sua atitude solidária com ele e com a Bolívia. Transmiti a ele uma mensagem solidária e nossa confiança na sua vitória."
Em entrevista à Chávez no domingo, Morales disse ter quase chorado ao receber o telefonema de Fidel Castro.
Governar é deixar o alto cargo e sair por aí discursando. Sobre tudo.Vale o coringa. Dá uma fortuna. Principalmente, se o ex-líder tiver sido um vexame em matéria de governo.
Ninguém deixou as rédeas do poder com índice de popularidade mais baixo do que George W. Bush. Só que o danado, depois de 8 anos fazendo amizades nos círculos que se dizem acadêmicos, está faturando alto e gostoso.
Menos de três meses de praticamente ser varrido da Casa Branca e o danado está espalhando discursos a uma média de US$ 150 mil por meia-hora, mais ou menos, de ponderações sobre o poder ponderadas e postas no papel por uma boa equipe de redatores de, calculo, segundo time.
Digamos que ele pague à turma alfabetizada uns 20% do total. O restante dá e sobra para alimentar durante uma ou duas semanas a coleção de cavalinhos do ex-presidente, agora mero - mero? - fazendeiro no Texas.
Uma perguntinha: quem paga para ouvir Bush falar? Nem mesmo chega a ser puxação de saco. É pura e simples burrice mesmo. Falta do que fazer. Sobre "Armas de Destruição em Massa" (WMD) juro que Bush não fala. Minto. Tudo isso se passa nos Estados Unidos. Volto atrás. Pode sim ser sobre as WMD.
Por falar em Armas de Destruição em Massa (AMD). Sem aspas e acronomizando em português, para desarmar mais ainda sua comprovada inexistência.
Quem está com a bola branca e a nota preta nesse setor é o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair. Trata-se do discursante mais bem pago do mundo. Enfim, o Reino Unido pega um primeiro lugar. Na boca riquíssima do circuito internacional de palestras, Blair outro dia mesmo, neste começo de abril, faturou perto de US$ 900 mil por duas palestras de 30 minutos. Dá uns bons, uns excelentes US$ 9 mil por minuto. A dinheirama foi faturada numa visita de 36 horas às Filipinas, onde nem hotel o excelentíssimo "ex" teve que pagar. Ficou hospedado na embaixada britânica.
Blair não deve ter mencionado nem as ADM nem os célebres 45 minutos com que Saddam Hussein conseguiria armar e empregar as armas. Nucleares, claro. Foi desmentido quase que na hora por inspetores oficiais encarregados de manter um olho no Iraque e o que nele se - perdão - armava.
Não, não. Blair em sua oratória ficou distribuindo jóias como "a política é importante, mas muito do que com ela se passa não é grande coisa". Mais: "A religião pode ser uma fonte de inspiração ou uma desculpa para o mal".
Pensar que esse mesmo discurso ou palestra já deve ter sido pronunciado algumas dezenas de vezes em dezenas de países dá vontade de voltar contra a própria cabeça uma pequena arma de destruição pessoal.
Calcula-se que Tony (em política, nunca confie em um "Tony"; numa banda de rock, tudo bem) Blair já embolsou mais de 20 milhões de libras desde que lhe arrancaram as rédeas do poder das mãos há mais de dois anos. É dinheiro. Tudo para palestras com títulos feito "O Líder Como Gerador de Nações numa Época de Globalização." Bill Clinton, mentor e articulador das manobras palradoras de Blair, ao menos parou de levantar seus habituais US$ 150 mil por monólogo desde que sua senhora foi contemplada com um alto cargo no governo de Barack Obama. Os americanos têm seus limites. Limites vastos, mas limites.
Agora, é sentar e esperar 4 ou 8 anos para pagar os US$ 350 - esse o preço normal de ingresso - que lhe darão o direito de ver e ouvir Barack Obama, ou senhora, falando sobre... sobre o que bem entenderem, ora bolas!
Um estudo feito por cientistas britânicos afirma que pessoas que são promovidas no seu trabalho ficam mais estressadas e têm menos tempo para consultar médicos.
A pesquisa foi conduzida por economistas e psicólogos da universidade britânica de Warwick com dados de cerca de mil pessoas que foram promovidas entre 1991 e 2005 na Grã-Bretanha.
O objetivo dos cientistas Andrew Oswald e Chris Boyce era verificar se promoções no trabalho trazem benefícios à saúde das pessoas. A hipótese dos cientistas era de que, ao serem promovidas, as pessoas sentem-se valorizadas e confiantes, o que se refletiria positivamente na saúde dos indivíduos.
No entanto, os dados mostraram que as pessoas que foram promovidas sofreram em média um aumento de 10% do seu nível de estresse mental. O número de consultas ao médico caiu 20% em média entre as pessoas promovidas.
Menos tempo
"Ser promovido no trabalho não é tão bom quanto a maioria das pessoas pensa", afirma Boyce.
"Nossa pesquisa detecta que a saúde mental dos administradores em geral se deteriora depois de uma promoção no trabalho, e isso tem efeitos além do curto prazo."
"Não há sinais de nenhuma melhora na saúde de pessoas promovidas, só há queda no número de consultas médicas, o que é preocupante."
Os cientistas acreditam que, com as promoções, as pessoas têm mais responsabilidades e menos tempo para cuidar da saúde.
Os resultados da pesquisa foram publicados no artigo Do People Become Healthier after Being Promoted?(em português: As pessoas ficam mais saudáveis após serem promovidas?), que será apresentado neste mês no Sociedade Real de Economia da Grã-Bretanha.
Quartos minúsculos para aluguel - alguns medem menos de 2 metros quadrados - têm se popularizado no Japão. Antes usados apenas para um pernoite, eles se tornaram, por causa da crise, abrigo temporário para uma classe de pessoas pobres que cresce nas grandes cidades japonesas.
Este mercado, dirigido em sua maioria a estudantes ou trabalhadores temporários solteiros, aumentou e vem atraindo investimentos de empresas no ramo.
Quitinetes de até 15 metros quadrados foram divididas em diversos quartos, que são alugados por curto período de tempo. Banheiro e cozinha são de uso coletivo.
Quarto de 2 metros quadrados se populariza no Japão
A diária varia de US$ 9 a US$ 30 dólares, dependendo do tamanho do quarto e dos serviços oferecidos.
Se o aluguel for mensal, o hóspede desembolsa no mínimo US$ 270. Os pequenos quartos são a alternativa mais barata para sair das ruas.
"Com a chegada da crise, no final do ano passado, registramos uma ocupação de até 95% dos nossos apartamentos", comemora Koji Kawamata, 25 anos, gerente geral da Tsukasa Urban Development, que oferece quartos com um computador e acesso a internet para procura de emprego, batizados pela empresa de "net rooms".
Grande procura
A Tsukasa tem hoje cerca de 2,8 mil quartos disponíveis para aluguel em Tóquio, a maioria com cerca de 3 metros quadrados.
"Percebemos que cada vez mais pessoas vão precisar de locais como esse, por isso estamos construindo outros prédios", conta Kawamata.
Diferente dos famosos hotéis cápsulas e dos internet cafés, que também permitem um pernoite e são baratos, os microquartos garantem ao usuário um pouco mais de conforto - apesar do espaço ser suficiente apenas para um adulto se deitar.
"É ótimo também para pessoas que não têm salário muito alto como eu e querem mais privacidade", sugere Tomoaki Yoshikawa, de 37 anos.
Ele usou um "net room" por alguns meses e hoje, após conseguir um emprego, vive num apartamento um pouco maior, de cerca de 13 metros quadrados.
Segundo as empresas que alugam quartos temporários, a maioria dos clientes é do sexo masculino e está na faixa etária dos 30 aos 60 anos. Do final de 2008 para cá, muitos desempregados que recebem o seguro desemprego passaram a usar o serviço.
A procura é grande também por pessoas que vêm do interior. O japonês Hiyama, de 41 anos, é um exemplo. Ele deixou a cidade de Hiroshima há quatro meses, depois de perder o emprego, para tentar a sorte na capital japonesa.
"Vim com a intenção de fazer qualquer coisa, mas não achei que ia ser tão difícil", conta ele, que ficou dois meses parados e em fevereiro começou a trabalhar como faxineiro.
Hiyama ganha pouco - o valor ele não revela -, mas o suficiente para pagar as contas.
"Alugar um desses quartos também ajuda na hora de procurar emprego, pois geralmente as empresas pedem um endereço fixo", conta o japonês.
Soldados tailandeses abriram fogo nesta segunda-feira contra opositores do governo que protestavam no centro da capital Bangcoc. Segundo relatos de testemunhas, tropas fiéis ao governo do primeiro-ministro Abhisit Vejjajiva atiraram contra uma multidão em um dos principais cruzamentos da cidade, depois que os manifestantes atearam fogo em um ônibus e lançaram bombas inflamáveis na direção dos soldados.Segundo o correspondente da BBC em Bangcoc, Alastair Leithhead, os militares "avançaram de repente com um canhão de água e dispararam tiros na direção dos manifestantes".
"Os manifestantes viraram o ônibus incendiado na direção dos soldados e o motorista ficou ferido depois que as tropas começaram a atirar. A situação se tornou muito tensa", disse o correspondente.
Um médico tailandês disse à BBC que cerca 74 pessoas foram levadas ao hospital após o episódio.
"Algumas haviam sido feridas a bala", contou o médico.
Um porta-voz do Exército, Sunserb Kaewkumnerd, disse que cerca de 400 soldados avançaram contra 300 manifestantes.
Ele acusou os manifestantes de avançarem com um carro na direção dos soldados, que teriam respondido "disparando tiros para o ar".
Estado de emergência No domingo, o governo tailandês decretou estado de emergência na capital Bangcoc e arredores, enquanto centenas de manifestantes invadiam o Ministério do Interior e atacavam um carro que eles acreditavam estar levando o primeiro-ministro Abhisit Vejjajiva.
Estradas e pelo menos uma estação de trem foram bloqueadas pelos protestos e manifestantes tomaram ônibus e tanques que patrulhavam as ruas.
Grupos que apoiam o ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, que fugiu do país depois de ser acusado de corrupção, vêm bloqueando o acesso a prédios do governo na última semana e prometeram manter a pressão até que Abhisit renuncie.
Esses manifestantes afirmam que Vejjajiva não tem legitimidade para governar porque não foi eleito pelos tailandeses, mas sim escolhido pelo Parlamento do país.
Com o estado de emergência, podem ser proibidos encontros de mais de cinco pessoas, a imprensa pode ser censurada e o exército pode ser mobilizado para ajudar a polícia a manter a ordem, como já está acontecendo.
No sábado, o governo tailandês foi obrigado a cancelar a Cúpula de Países Asiáticos, que aconteceria no balneário de Pattaya, por causa dos protestos. O fracasso do encontro deixou o premiê em uma posição delicada e ele prometeu medidas duras para restaurar a ordem.
13/04/2009 05:18 AM
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