O fracasso em controlar o diabetes tipo 2 pode ter efeitos de longo prazo no cérebro, segundo uma pesquisa da Universidade de Edimburgo, na Escócia. Os cientistas acreditam que episódios graves de hipoglicemia - que ocorre quando os níveis de açúcar no sangue ficam muito baixos - podem levar a perdas de memória, lógica e concentração.O estudo, apresentado em uma conferência organizada pela ONG Diabetes UK, analisou testes de habilidade mental feitos em mais de mil voluntários com idades entre 60 e 75 anos.
As 113 pessoas que haviam sofrido hipoglicemia grave anteriormente tiveram notas mais baixas que os demais.
A chefe da pesquisa, Jackie Price, afirmou que há algumas conclusões possíveis a partir do estudo: ou os episódios de hipoglicemia podem levar ao declínio cognitivo ou o declínio cognitivo torna mais difícil que as pessoas controlem o diabetes, o que causaria mais episódios de hipoglicemia.
"Uma terceira explicação pode ser que um outro fator desconhecido esteja causando tanto a hipoglicemia como as perdas de habilidade mental", afirmou a médica.
"Estamos fazendo novas pesquisas para tentar identificar qual das explicações é mais provável." Para o diretor da organização Diabetes UK, Iain Frame, o estudo reforça indicações anteriores de que a falta de controle do diabetes afeta o funcionamento do cérebro.
"Já sabemos que diabetes tipo 2 aumento o risco do desenvolvimento do Mal de Alzheimer, que é um tipo de demência, e essa pesquisa oferece uma nova peça para este complicado quebra-cabeças", diz Frame.
O cachorrinho prometido por Barrack Obama às filhas durante a campanha presidencial nos Estados Unidos já foi escolhido e vai se chamar Bo, segundo relatos da mídia americana.
Obama disse que Malia, 10 anos, e Sasha, 7 anos, poderiam levar um filhote para a Casa Branca como uma recompensa por lidarem com o árduo processo eleitoral.
A identidade do cachorro vinha sendo guardada a sete chaves, mas informações de fontes do governo indicam que ele é da raça cão d'água português e foi um presente do Senador democrata Edward Kennedy, amigo próximo da família Obama.
O filhote teria peito e patas brancas e não solta pelos, o que seria uma grande vantagem para Malia, que sofre de alergia.
O senador Kennedy tem três cães d'água e começou em janeiro uma campanha para que o "primeiro-cão" dos Estados Unidos fosse desta raça.
Segundo ele, o cão d'água português "seria perfeito para a família Obama" já que tem um "espírito positivo e otimista", além de ser esperto, resiliente, determinado e incansável.
O cachorrinho Bo teria conquistado a família Obama durante uma visita secreta à Casa Branca, há algumas semanas, segundo fontes do jornal Washington Post.
O filhote teria se comportado muito bem, porque já estaria recebendo aulas com o treinador dos cachorros de Kennedy.
A escolha do bichinho de estimação da família Obama tem ocupado as páginas dos jornais americanos desde a campanha. O presidente chegou a fazer piada sobre o assunto na sexta-feira dizendo que o tema é "totalmente confidencial".
Duas emboscadas realizadas por rebeldes do grupo Sendero Luminoso deixaram 13 soldados mortos em uma área de floresta no sudeste do Peru, segundo informações do ministro da Defesa do país. Antero Flores Araoz afirmou, no sábado, que os rebeldes usaram dinamite e granadas para atacar uma patrulha militar na última quinta-feira.
Um capitão e onze soldados morreram neste ataque, outros dois ficaram feridos e um ainda está desaparecido.
Em outra emboscada, um soldado morreu e três ficaram feridos. Segundo o ministro da Defesa, as informações sobre os ataques demoraram a chegar por causa da falta de comunicação na região.
A operação rebelde foi uma das mais violentas realizadas pela guerrilha na última década. O Sendero Luminoso voltou a lançar ataques no Peru no ano passado, depois de anos de ostracismo.
O primeiro-ministro Yehude Simon classificou as emboscadas como "uma resposta desesperada do Sendero Luminoso em face aos avanços das Forças Armadas".
"Não tenho dúvidas de que nos próximos anos essa região estará livre desta sobra de terroristas", declarou Simon.
Segundo especialistas, a guerrilha maoísta tem hoje apenas uma fração dos militantes que já teve no passado e se divide entre duas áreas produtoras de cocaína no Peru, com 500 quilômetros de distância entre elas.
Esses rebeldes fariam parte de um grupo que se recusou a baixar as armas quando o líder do Sendero Luminoso Abimael Guzman declarou o fim da revolução armada depois de sua captura, em 1992.
Os militantes são considerados especialistas em táticas de guerrilha na selva e estariam bem armados por conta dos lucros com o tráfico de drogas.
O governo tailandês decretou estado de emergência na capital Bangcoc e arredores, depois que centenas de manifestantes invadiram o Ministério do Interior e atacaram um carro que eles acreditavam estar levando o primeiro-ministro Abhisit Vejjajiva. Soldados dispararam tiros de advertência, mas não entraram em confronto direto com os manifestantes. O premiê havia saído em segurança mais cedo.
Grupos que apoiam o ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, que fugiu do país depois de ser acusado de corrupção, vêm bloqueando o acesso a prédios do governo na última semana e prometeram manter a pressão até que Abhisit renuncie.
No sábado, o governo tailandês foi obrigado a cancelar a Cúpula de Países Asiáticos, que aconteceria no balneário de Pattaya, por causa dos protestos. O fracasso do encontro deixou o premiê em uma posição delicada e ele prometeu medidas duras para restaurar a ordem.
AP
Manifestantes forçaram o cancelamento da cúpula da Asean
A primeira delas foi a declaração do estado de emergência acompanhada de um anúncio televisionado em rede nacional.
"O governo vem tentando evitar a violência, mas os protestos cresceram e (os manifestantes) estão usando métodos incompatíveis com a constituição", declarou o premiê Abhisit.
Com o estado de emergência, podem ser proibidos encontros de mais de cinco pessoas, a imprensa pode ser censurada e o exército pode ser mobilizado para ajudar a polícia a manter a ordem, como já está acontecendo com a utilização de tanques para patrulhar as ruas de Bangcoc.
No ano passado, o governo instaurou estado de emergência em diversas ocasiões, mas os militares se recusaram a apoiar as medidas.
Segundo especialistas, o problema para Abhisit é que ele chegou ao poder depois de protestos parecidos com estes, só que liderados por manifestantes contrários ao governo anterior, formado por aliados do ex-premiê exilado Thaksin Shinawatra.
A violência nas ruas tailandesas já causou ao país um prejuízo de US$ 6 bilhões com a queda no turismo, exatamente no momento em que a economia sofre por causa da redução nas exportações.
O legionário brasileiro acusado de matar quatro pessoas no Chade, detido atualmente em uma delegacia no leste do país, "poderá ser entregue à força europeia que atua no Chade, a Eufor, no início da próxima semana" para ser transferido à França, disse em entrevista neste sábado à BBC Brasil, o comandante Hamid Wardogou Dry, chefe da delegacia da polícia militar em Abéché, onde o soldado Josafá de Moura Pereira está detido desde a última quinta-feira. O Exército francês estima que após ser entregue à Eufor no Chade, a transferência do brasileiro para a França deverá ocorrer rapidamente.
Segundo o comandante, as autoridades do Chade "aguardam que a França assuma o compromisso de indenizar a família do camponês chadiano", morto durante a fuga do legionário brasileiro.
"Nós vamos entregá-lo à Eufor sem problemas. Só aguardamos que a França assuma a indenização da família do camponês", afirmou Wardogou Dry.
De acordo com ele, "um comitê de parentes do camponês chadiano está reunido para determinar o valor da indenização que a França deverá pagar à família" como compensação pela morte.
"Aguardamos que a família decida o valor da indenização. Ela vai tentar encontrar uma solução ao problema. Nenhum montante foi fixado ainda", disse o comandante.
Acordo internacional
A possibilidade de o brasileiro não ser julgado pela Justiça do Chade pelos crimes ocorridos no país pode ser explicada pelo fato de que há um acordo, segundo o Exército francês, entre a União Europeia e o Chade sobre o estatuto das tropas que atuam no país.
O acordo prevê que são os tribunais do país da nacionalidade do soldado que têm prioridade para julgar as ações. O Exército francês afirma que o brasileiro estava servindo sob a bandeira da França e que, por essa razão, ele é considerado francês.
Além do camponês chadiano, Pereira é acusado de ter matado, na terça-feira, dois legionários, de origem romena e da Guiné, e um soldado togolês, que atuava na missão da ONU no Chade.
O comandante Wardogou Dry afirmou que o legionário brasileiro continua sendo interrogado na delegacia em Abéché.
'Loucura'
O militar chadiano não quis se pronunciar sobre os comentários do brasileiro feitos no interrogatório em relação às mortes dos três soldados, mas afirmou que Pereira teria matado o camponês chadiano porque "ele se recusou a vender seu cavalo e seu turbante e ainda tentou barrar o seu caminho".
O Exército francês avalia que os assassinatos são devidos "a um acesso de loucura" do soldado.
Na única entrevista concedida até o momento, ao jornalista Gamarga Bakoumi, do jornal chadiano Le Progrès, o soldado brasileiro teria explicado seus crimes alegando "estar cansado da provocação constante dos dois legionários que ele matou".
Segundo o jornal, Pereira afirmou "nunca ter visto antes o soldado togolês" da missão da ONU, a Minurcat, que também foi assassinado.
O jornal conta ainda que o brasileiro, após os crimes, escondeu seu fuzil e decidiu voltar a Abéché, "disfarçado" com roupas de civil.
Um homem que teria tido 14 filhos com 13 mulheres diferentes foi preso no Estado americano do Michigan por não pagar pensão alimentícia, de acordo com artigo publicado no jornal local Flint Journal. Thomas Frazier deve mais de US$ 530 mil, diz o jornal.O desempregado de 42 anos de idade foi preso na quinta-feira. Registros do município de Flint dizem que ele não fez nenhum pagamento nos últimos 6 anos.
O Flint Journal afirma que Frazier pode permanecer detido por 90 dias se não fizer um pagamento de US$ 27.900, 00.
'Vítima' Frazier, no entanto, nega ter tantos filhos. Ele afirmou ao jornal ser pai de apenas três crianças.
O americano disse ainda que seria pouco realista das autoridades esperar que ele pudesse pagar as pensões, que segundo ele, somadas, chegaram a alcançar US$ 3 mil por mês.
"Em determinado momento, eu devia US$ 3 mil por mês. Ninguém ganha tanto", disse ele.
Mas Frazier foi detido no mês passado enquanto dirigia um carro Mercedes Benz, de posse de US$ 5 mil e uma passagem aérea para a Flórida.
Ele teria tido seu primeiro filho em 1989, aos 15 anos. Segundo o jornal, Frazier se declarou uma 'vítima' de um sistema que o obrigou a procurar constantemente afeto junto a mulheres mais velhas.
A cidade italiana de Áquila vai investigar se o o estrago causado pelo terremoto de segunda-feira foi tão grande porque alguns edifícios da cidade teriam sido construídos com areia. O promotor-chefe de Áquila, a cidade mais atingida pelo pior tremor da Itália desde 1980, disse que vão ser realizados testes e inspeções depois que técnicos disseram que mais estruturas deveriam ter permanecido de pé após o terremoto.
Alfredo Rossini se recusou a dizer quais prédios seriam investigados, mas correspondentes dizem acreditar que vão ser examinadas as construções feitas após 1980, quando foram introduzidas novas leis para tornar os edifícios mais seguros.
"Temos a obrigação de verificar se alguns prédios foram realmente construídos com areia, como vêm dizendo diversas fontes, ou em outros casos, sem aço", disse ele ao jornal italiano La Repubblica.
Fim das buscas
Em reportagens da TV italiana, na sexta-feira, integrantes de equipes de resgate disseram ter a impressão de que pilares de concreto de vários prédios pareciam ter sido reforçados com areia.
Tanto o hospital San Salvatore como os dormitórios universitários de Áquila foram bastante danificados pelo tremor, apesar de construídos já sob a nova legislação.
O governo disse que a busca por sobreviventes do terremoto se encerrará no domingo. Neste sábado, foi retirado mais um corpo dos escombros, elevando o número de mortos para 293.
O premiê italiano, Silvio Berlusconi, disse que a primeira de uma série de "novas cidades" será construída em Áquila.
Os cinco países membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU concordaram, neste sábado, em adotar uma declaração comum sobre o lançamento do foguete norte-coreano ocorrido no dia 5 de abril.
A embaixadora americana para a ONU, Susan Rice, não deu detalhes sobre o conteúdo da declaração, dizendo apenas que o documento mandaria uma "mensagem clara" para a Coreia do Norte.
Os cinco membros do Conselho de Segurança, Estados Unidos, Rússia, Grã-Bretanha, França e China, além do Japão, chegaram a um acordo após uma reunião de duas horas em Nova York.
Mas correspondentes dizem que o texto final deve ser bem mais brando do que gostariam inicialmente Japão e os EUA. China e Russia se opuseram à ideia, pedindo para que a comunidade internacional agisse com moderação.
O texto deve ser agora apresentado a todos os 15 membros do Conselho de Segurança.
Temor
A Coreia do Norte afirma que o objetivo do lançamento do foguete foi colocar um satélite em órbita, como parte de seu programa espacial pacífico. Mas países vizinhos acusam o isolado país de estar testando mísseis de longio alcance. Tais testes seria proibidos por uma resolução da ONU que proíbe a Coreia do Norte de testar misseis.
Segundo o correspondente da BBC na Coréia do Sul John Sudworth, o lançamento esta sendo usado como um exemplo de sucesso pela propaganda norte-coreana.
De acordo com Sudworth, a maior preocupação dos americanos é que o lançamento seja um teste para o míssil Taepodong-2. Uma tentativa de lançar o míssil em julho de 2006 fracassou.
Se a tecnologia do míssel se mostrar bem-sucedida, os Estados Unidos estariam ao alcance dos mísseis norte-coreanos.
Piratas somalis sequestraram um rebocador de navios americano no Golfo de Aden neste sábado, com dezesseis tripulantes a bordo - 10 deles italianos, segundo os primeiros relatos.
A embarcação estaria levando dois outros barcos no momento do ataque, mas as informações ainda não foram confirmadas pelos governos dos Estados Unidos e da Itália.
Mais cedo, outros piratas somalis, que mantêm o capitão americano Richard Phillips refém, disseram que tentativas de usar a força para resgatá-lo podem resultar em um "desastre".
O americano está em poder de quatro sequestradores em um bote salva-vidas a centenas de quilômetros da costa da Somália e navios da marinha dos Estados Unidos estão no local monitorando a situação.
Uma associação marítima regional afirmou que há novas tentativas de mediação, com o envio de um grupo de anciãos somalis para o local onde estão as embarcações, mas não há informação sobre o avanço destas conversas.
O capitão Phillips foi capturado na quarta-feira, depois que o navio que ele comandava, o Maersk Alabama, foi tomado pelos piratas quando se dirigia ao Quênia levando ajuda humanitária destinada à Somália e a Uganda. Segundo relatos, os sequestradores teriam pedido um resgate de dois milhões de dólares por sua libertação.
Phillips tentou escapar na sexta-feira pulando no mar e nadando em direção a um navio americano, mas foi recapturado. Nos Estados Unidos, a preocupação com o bem-estar do capitão é cada vez maior e o secretário de Defesa americano, Robert Gates, declarou que seu resgate é uma prioridade para o governo.
Especialistas do FBI, a polícia federal americana, estão ajudando nas negociações, mas, segundo analistas, o processo pode ser longo.
Foto de arquivo mostra o navio sequestrado / AP
Morte
Na sexta-feira, uma operação de resgate realizada por tropas francesas em outra embarcação tomada por piratas na costa da Somália terminou com a morte de um refém e de dois sequestradores. Outras quatro pessoas, incluindo uma criança, foram libertados do iate Tanit, que havia sido capturado na semana passada.
O líder dos piratas que têm o capitão Phillips em seu poder teme que os americanos estejam planejando uma operação semelhante e disse que "truques" como os usados pelos franceses causariam um "desastre".
A Somália não tem um governo efetivo desde 1991, o que criou as condições para que os piratas ganhassem terreno na costa do país. Os sequestradores normalmente pedem resgates milionários para libertar as embarcações em seu poder.
Esforços para combater o crime não conseguiram erradicar o problema, já que as patrulhas marítimas internacionais têm de cobrir vastas áreas de oceano onde os piratas atuam.
O Tribunal Constitucional da Polônia manteve esta semana a decisão de que ciclistas alcoolizados devem ser tratados como motoristas e enfrentar prisão se forem pegos. De acordo com uma lei aprovada em 2000, qualquer pessoa que andar de bicicleta sob a influência de álcool na Polônia está sujeita a uma multa ou a uma pena de até dois anos de prisão, dependendo do nível de intoxicação.Muitos tribunais poloneses têm optado por penas mais duras e a sentença média tem sido de 11 meses e meio de prisão. Atualmente 2 mil poloneses estão presos por pedalarem bêbados.
A decisão do Tribunal Constitucional de manter a pena de prisão para o delito gerou polêmica no país. O juiz Jaroslaw Sielecki, por exemplo, chamou a decisão de "absurda" e "draconiana", dizendo que ela pode levar famílias inteiras à pobreza.
Segundo o magistrado de 37 anos, ciclistas intoxicados devem ser tratados como pedestres bêbados, que têm de pagar uma multa em vez de ir para a prisão, já que ambos usam os próprios músculos para se movimentar.
O Tribunal Constitucional, no entanto, decidiu que ciclistas usam estradas públicas e são mais perigosos por causa da velocidade que podem atingir.
11/04/2009 01:12 PM
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